| Alexandre Lucas é um dos alunos atendidos na sala multifuncional da Escola Estadual Ayrton Senna da Silva |
Das três professoras, Gervânia foi a escolhida para representar o trio em Brasília para participar de um seminário sobre Tecnologias Sociais. O evento não se resumia as salas multifuncionais, porém, todas apresentavam propostas inclusivas, sejam meio ambiente, sustentabilidade ou outras dinâmicas."Houve um tempo para apresentação dos projetos. Nós fizemos uma ronda por região. Na região norte, cada professor teve no máximo 3 minutos para falar. E eu vi que as escolas de Roraima fazem esses projetos de tecnologia social sem saber”, afirmou a professora alegando que na maioria das vezes os professores não se dão conta do quão importante são os projetos sociais para as escolas.
Gervânia e Ângela Maria trabalham com educação inclusiva há três anos e como o projeto nas salas multifuncionais são obrigatórios, elas desenvolveram uma técnica para ajudar o aluno no momento em que ele está dentro da sala de aula regular (no horário normal de aula). “Algumas escolas tem o projeto engavetado, outras colocam na prática e outras sequer tem um projeto. Mas o normal é que toda sala multifuncional desenvolva um trabalho diferenciado” explica a professora Ângela Maria.
A professora Aland Emannuella conta que mesmo com um projeto padrão para serem desenvolvidos nestas salas, é necessário o contato direto entre o professor de ensino regular e o professor da sala multifuncional, para haver um equilíbrio no ensino do aluno deficiente. “Existem casos de o projeto ser desenvolvido junto com a escola como é o caso do nosso. Intervenções diretas com os alunos com criação de mural, exposição de trabalhos desenvolvidos por eles , por exemplo, enriquece o desenvolvimento do aluno” conclui. Ela lembra também que em 2012 alunos com altas habilidades foram descobertos através do trabalho desenvolvido por elas e acha importante intercepção da sala multifuncional nesse processo.
Quando existe o laudo médico, o atendimento ao aluno é mais fácil, pois no laudo está especificado o tipo de deficiência que ele tem. Quando o laudo nunca foi solicitado ou entregue a escola,existe a investigação do professor, até ter a certeza da deficiência do aluno, o que torna as aulas mais demoradas e superficiais . Por isso, é importante o empenho dos pais em saber as necessidades do filho. No caso da Escola Estadual Ayrton Senna, sete alunos são atendidos pelo novo projeto, todos com laudo médico.“ Às vezes é muito difícil, os pais aceitarem a condição filho e acham o aluno tem resistência. Na fase da adolescência é muito pior. A negação de ser diferente existe e é maior do que no 6ª ao 9º ano (antiga 5ª e 8ª série), explica a professora Ângela Maria.
Alexandre Lucas Rocha Barroso, 17 anos, é um exemplo de que a inclusão é importante. Ele é deficiente auditivo congênito. Logo na infância foi alfabetizado na Escola de Áudio e Comunicação especializada mantida pelo governo à época, onde ficou até a 4ª série. O contato com a sala multifuncional foi feito já no ensino médio. “A sala multifuncional têm suprido as necessidades do meu filho dentro de sala de aula, na falta do professor intérprete, mas a sala multifuncional ajuda bastante” indaga José Alexandre Barroso, pai do adolescente.
Para o gestor da escola Ayrton Senna, Wildimar Azevedo Lima, a escola tem de estar preparada para receber estes alunos. “Os professores que atuam na sala multifuncional estão preparados, receberem capacitação, e o que eles trabalham servem para os demais professores. com estes critérios a inclusão social será concreta e verdadeira” enfatiza o gestor.
o que é a sala multifuncional? É um espaço de aprendizado
, especialmente voltado para alunos com algum tipo de deficiência. Funciona basicamente no horário oposto ao da aula regular. A atividade é diferenciada de acordo com a necessidade do aluno. Mas os professores também realizam o contato direto na sala regular pois qualquer problema de comunicação do aluno incluso, a ponte entre ele e os demais componentes da sala é o professor auxiliar. A família é importante neste desenvolvimento, sempre integrando a vida escolar do filho.
, especialmente voltado para alunos com algum tipo de deficiência. Funciona basicamente no horário oposto ao da aula regular. A atividade é diferenciada de acordo com a necessidade do aluno. Mas os professores também realizam o contato direto na sala regular pois qualquer problema de comunicação do aluno incluso, a ponte entre ele e os demais componentes da sala é o professor auxiliar. A família é importante neste desenvolvimento, sempre integrando a vida escolar do filho.
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