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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Educação Inclusiva: Professoras da Escola Ayrton Senna ganham prêmio desenvolvendo trabalho com adolescentes na sala multifuncional
| Alexandre Lucas é um dos alunos atendidos na sala multifuncional da Escola Estadual Ayrton Senna da Silva |
Das três professoras, Gervânia foi a escolhida para representar o trio em Brasília para participar de um seminário sobre Tecnologias Sociais. O evento não se resumia as salas multifuncionais, porém, todas apresentavam propostas inclusivas, sejam meio ambiente, sustentabilidade ou outras dinâmicas."Houve um tempo para apresentação dos projetos. Nós fizemos uma ronda por região. Na região norte, cada professor teve no máximo 3 minutos para falar. E eu vi que as escolas de Roraima fazem esses projetos de tecnologia social sem saber”, afirmou a professora alegando que na maioria das vezes os professores não se dão conta do quão importante são os projetos sociais para as escolas.
Gervânia e Ângela Maria trabalham com educação inclusiva há três anos e como o projeto nas salas multifuncionais são obrigatórios, elas desenvolveram uma técnica para ajudar o aluno no momento em que ele está dentro da sala de aula regular (no horário normal de aula). “Algumas escolas tem o projeto engavetado, outras colocam na prática e outras sequer tem um projeto. Mas o normal é que toda sala multifuncional desenvolva um trabalho diferenciado” explica a professora Ângela Maria.
A professora Aland Emannuella conta que mesmo com um projeto padrão para serem desenvolvidos nestas salas, é necessário o contato direto entre o professor de ensino regular e o professor da sala multifuncional, para haver um equilíbrio no ensino do aluno deficiente. “Existem casos de o projeto ser desenvolvido junto com a escola como é o caso do nosso. Intervenções diretas com os alunos com criação de mural, exposição de trabalhos desenvolvidos por eles , por exemplo, enriquece o desenvolvimento do aluno” conclui. Ela lembra também que em 2012 alunos com altas habilidades foram descobertos através do trabalho desenvolvido por elas e acha importante intercepção da sala multifuncional nesse processo.
Quando existe o laudo médico, o atendimento ao aluno é mais fácil, pois no laudo está especificado o tipo de deficiência que ele tem. Quando o laudo nunca foi solicitado ou entregue a escola,existe a investigação do professor, até ter a certeza da deficiência do aluno, o que torna as aulas mais demoradas e superficiais . Por isso, é importante o empenho dos pais em saber as necessidades do filho. No caso da Escola Estadual Ayrton Senna, sete alunos são atendidos pelo novo projeto, todos com laudo médico.“ Às vezes é muito difícil, os pais aceitarem a condição filho e acham o aluno tem resistência. Na fase da adolescência é muito pior. A negação de ser diferente existe e é maior do que no 6ª ao 9º ano (antiga 5ª e 8ª série), explica a professora Ângela Maria.
Alexandre Lucas Rocha Barroso, 17 anos, é um exemplo de que a inclusão é importante. Ele é deficiente auditivo congênito. Logo na infância foi alfabetizado na Escola de Áudio e Comunicação especializada mantida pelo governo à época, onde ficou até a 4ª série. O contato com a sala multifuncional foi feito já no ensino médio. “A sala multifuncional têm suprido as necessidades do meu filho dentro de sala de aula, na falta do professor intérprete, mas a sala multifuncional ajuda bastante” indaga José Alexandre Barroso, pai do adolescente.
Para o gestor da escola Ayrton Senna, Wildimar Azevedo Lima, a escola tem de estar preparada para receber estes alunos. “Os professores que atuam na sala multifuncional estão preparados, receberem capacitação, e o que eles trabalham servem para os demais professores. com estes critérios a inclusão social será concreta e verdadeira” enfatiza o gestor.
o que é a sala multifuncional? É um espaço de aprendizado
, especialmente voltado para alunos com algum tipo de deficiência. Funciona basicamente no horário oposto ao da aula regular. A atividade é diferenciada de acordo com a necessidade do aluno. Mas os professores também realizam o contato direto na sala regular pois qualquer problema de comunicação do aluno incluso, a ponte entre ele e os demais componentes da sala é o professor auxiliar. A família é importante neste desenvolvimento, sempre integrando a vida escolar do filho.
, especialmente voltado para alunos com algum tipo de deficiência. Funciona basicamente no horário oposto ao da aula regular. A atividade é diferenciada de acordo com a necessidade do aluno. Mas os professores também realizam o contato direto na sala regular pois qualquer problema de comunicação do aluno incluso, a ponte entre ele e os demais componentes da sala é o professor auxiliar. A família é importante neste desenvolvimento, sempre integrando a vida escolar do filho.
Cordelista lança coleção que pode ajudar professores a aproximar jovens da leitura
O contado com a literatura começou durante a infância. Não sabia sequer ler e escrever. mas os versos estavam presentes na vida de Zanny Adairalba que recitava e inventava músicas rimadas que de vez em quando aborrecia as coleguinhas da escola. Assim, deu-se início a uma paixão avassaladora pelas palavras que profissionalmente começou em 2004.
Ela encontrou na literatura de cordel uma maneira de popularizar seu trabalho ao aprendizado de crianças até adultos. "Quando meu menos esperei, estavam falando de mim em rádio, tv, como a cordelista. Nós temos oito cordelistas no estado e também muitos fãs do cordel. onde você chega, escolas, faculdades e eventos culturais, todo mundo gosta muito do cordel. Eu uso como uma ferramenta para aproximar jovens da leitura, porque, como têm muita rima é musicada. Como é musicada é fácil de gravar. A literatura de cordel hoje, está na escola para passar com a maior facilidade a mensagem que o professor deseja" contou a escritora.
Zanny lançou dezesseis cordéis em uma coleção que valoriza a cultura de Roraima, com fatos históricos, personalidades do estado e a exaltação dos pontos turísticos de Boa Vista. "Os professores estão aderindo a literatura de cordel para exercer os trabalhos em sala de aula com mais objetivo. Neste trabalho tem textos falando de fatos históricos, tem um fascinante falando sobre o nascimento da cidade de Boa Vista, que o fiz propositalmente para chamar a atenção dos jovens e das crianças para o nosso patrimônio histórico que é o centro histórico da cidade.
Junto com outros amantes da leitura, fundou o coletivo Arteliteratura Caimbé que promove eventos envolvendo as artes integradas e a valorização da leitura. "É um trabalho maravilhoso. Porque a gente consegue trabalhar no que a gente gosta e contribuir de alguma forma para o desenvolvimento da educação".
Alunos de sete escolas de Boa Vista têm primeira aula pelo PRONATEC
O auditório da Universidade Estadual de Roraima (UERR) ficou lotada nesta terça-feira (23) por alunos dos 2º e 3ª séries do ensino médio de sete escolas da rede estadual para uma aula diferente. Agora, eles fazem parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) e terão a oportunidade de se formar em nível técnico.
Inicialmente foram matriculados 525 estudantes, divididos em quatro núcleos que funcionarão nas escolas Ana Libória e Mário David Andreazza (NÚCLEO 1); Escola Estadual Hélio Campos, Maria dos Prazeres Mota e Tancredo Neves( NÚCLEO 2); América Sarmento (NÚCLEO 3) e Escola Estadual Gonçalvez Dias (NÚCLEO 4) ofertando os cursos técnicos de enfermagem, análises clinicas, desenho e construção civil, informática em análise de sistema e edificações.
O PRONATEC é um programa do Governo Federal, no entanto, é administrado pelo Estado e possui diversos parceiros como o Sistema "S" (SENAC, SENAI, SEST SENAT, SENAR E SESC). Agora, foi firmado uma nova parceria com Institudo Federal de Roraima (IFRR), que vai realizar a parte mais importante da formação do aluno: a aula prática.
| Equipes da Secretaria estadual de Educação e Instituto Federal de Roraima |
A ideia é que os adolescentes tenham contato direto com a profissão que eles poderão escolher para o resto da vida. Adolescentes como Doralice, 16 anos, que escolheu o curso técnico de enfermagem e pretende ser médica quando terminar o curso técnico. "Eu escolhi o curso para aprender como é lidar com pessoas doentes, vivenciar situações de emergência, para saber se é realmente isso que quero para a minha vida toda. Sempre quis ser médica. Agora é a minha chance", disse a nova estudante.
Além das aulas em horário oposto, cada aluno receberá uma bolsa equivalente a R$2 hora/aula. É mais um incentivo para que os adolescentes, que mudam de ideia frequentemente, terminem o curso técnico com periodo de dois anos. As aulas dentro de sala de aula devem ter início na segunda semana de agosto.
Os novos rumos do ensino da música em Roraima
A música, dentre todos os sons é o mais valorizado. Melodia, harmonia e ritmo seguem linha reta e estão unidos, agradando todas as fases do ser humano. Segundo o criacionismo, Lúcifer era o responsável pelo coral angelical no céu, até ser expulso de lá por Deus e divulgar a música, ao seu modo, por toda a Terra. Já para os antropólogos, a música já era evidente na pré-história, onde os povos usavam paus e pedras para emitir sons rítmicos.
Mas é fato que a ascensão da música aconteceu na Ásia central e na África na idade antiga. A música estava presente em rituais, festas religiosas e até nas guerras. O estilo conhecido e talvez o único à época fosse o erudito. A partir daí, um novo conceito musical começou. Martinho Lutero,Mozart, Choppin. Até sairmos da música clássica e aderirmos de uma vez ao popular.
No Brasil temos exemplos reconhecidos mundialmente como Ton Jobin e Vinícius de Morais e até artistas mais contemporâneos como Michel Teló e a banda de Thrash Metal, Sepultura. É notória a evolução da música, estilos surgindo, artistas ovacionados e a popularização de acordes. Com isso os pequenos detalhes, de como se tornar um músico de valor, com todas as honras, estão perdidas na linha do tempo. Será?
O ensino da música é tradição em várias partes do mundo. Em Roraima não é diferente. A primeira instituição pública a ensinar o ofício da música foi a Escola de Música de Roraima (EMUR), que existe há 24 anos. Hoje comandada pela professora Dorly Guerra, a escola passou por períodos de mudanças, mas nunca deixando o tradicionalismo para trás. Ela oferece desde o ensino básico até o técnico, para que o aluno, além de aprender a tocar um instrumento, tenha embasamento teórico, para também, posteriormente, perpetuar o ensino a outras pessoas por meio do que aprendeu por longos anos.
Agora Roraima vai oferecer a Licenciatura de Música por duas instituições de ensino públicas: Universidade Federal de Roraima (UFRR) e a Universidade Virtual de Roraima (UNIVIRR). Uma nova oportunidade para quem valoriza a música como estilo de vida e deseja repassar aos futuros músicos as canções de partituras.
Os cursos foram aprovados por comissões de educação, que estudaram a possibilidade de uma grande demanda na área de música. Fato este que animou as duas universidades. As pesquisas apontaram um grande interesse na população em lecionar música. Com isso, as duas instituições deram prioridade para a licenciatura do curso.
O Ministério da Educação (MEC) exige que todos os estados tenham licenciatura em algum tipo de arte. A UNIVIRR, sendo uma instituição estadual procurou se adequar às normas. A Universidade Virtual trabalha com ensino à distância e semipresencial. Contudo, conseguiu uma parceria com a Universidade de Brasília (UNB) para que trouxessem a faculdade de Artes e a de Música. “O estado vem se desenvolvendo, a Escola de Música é uma referência, só que não existe ainda habilitação de nível superior para os profissionais desta área”, ressalta o reitor da UNIVIRR, Notato Mesquita.
A licenciatura ofertada pela Universidade Virtual será semipresencial, ou seja, haverão aulas práticas presenciais com os professores da UNB. Foi fechada uma parceria com a Secretaria de Educação e Desportos (SEED) que cederá salas da EMUR, para realizarem as aulas, que acontecerão aos finais de semana. As provas acontecerão no dia 11 de agosto.
Já na UFRR, o curso de música foi o ultimo a ser implantado por meio do programa "Reúne de Expansão das Universidades Federais". Fatores como dados do EducaSenso e o questionário socioeconômico da Comissão Permanente de Vestibular (CPV) da universidade, foram importantes para a adesão do curso. Após este estudo, uma comissão de criação foi formada e então aprovaram a licenciatura, de acordo com o Pró-Reitor de Extensão e Graduação Fábio Luiz Wanckler.
| O REFÚGIO DA MÚSICA NA UFRR |
A graduação de Música aos olhos de uma professora
Eunice Montanari é professora de piano na Escola de Música de Roraima. Estudou durante 11 anos na escola e hoje compartilha todo o seu aprendizado aos novos músicos. Ela se orgulha por Roraima oferecer aulas de música gratuitamente, mas que a instituição precisa de apoio para conservar os instrumentos para que não se danifiquem e percam o som original. Ela concorda com a graduação de música, porém, acredita que o curso chegou com atraso. “muitos alunos que estudaram na escola foram morar em outros estados porque aqui não tinha esse curso. Vale ressaltar ainda, que o curso oferecido pelas instituições é de Educação Musical, com o objetivo de habilitar os professores de música que atuam nas salas de aula ministrando “artes”. Ou seja, ainda teremos nossos jovens saindo daqui para estudar música fora do estado, pois eles querem ser músicos práticos com suas habilitações em instrumentos”, opinou a professora. Porem, para os professores que atuam ministrando a disciplina de artes e aqueles músicos de formação livre terão a oportunidade de se graduarem agora. "Que seja bem vinda a graduação de Educação musical e que venham outros cursos para os que desejam ter habilitação instrumental”, completa Eunice.Alunos da Escola Hien Kan de karatê se destacam em campeonato nacional
Nicola, Yuri e Rogério Três atletas de karatê que fizeram bonito no campeonato brasileiro que aconteceu de 1º a 4 deste mês em Fortaleza, Ceará.
Mesmo com dificuldades, como o alto custo com as despesas, que resultou na desistência de 17 atletas, sete conseguiram embarcar para a capital cearense. No total, sete medalhas foram conquistadas em três competições que englobam o campeonato.
| Nicola Buckley, vice campeão brasileiro entre atletas de 14-15 anos recebendo certificado de participação |
No brasileiro de karatê, Nicola Buckley foi vice-campeão na categoria cadete e a medalha de bronze ficou com Yuri silva. No campeonato brasileiro universitário, Yuri conseguiu duas medalhas de prata e outra medalha ficou com Rogério Uchôa. Já no terceiro e ultimo, o brasileiro de estilos, Yuri e Rogério conquistaram duas medalhas de bronze.
Oberlan jones, presidente da Federação Roraimense de Karatê participou como arbítrio juntamente com dois professores da academia em que atua. Ele avaliou como positiva a participação da delegação de Roraima no campeonato. "Competir com os melhores atletas é o sonho de todo lutador, além de dar uma grande motivação na preparação para futuros eventos" destaca o sensei, que mesmo julgando algumas lutas, não participou de nenhuma em que seus alunos estiveram.
Outros atletas de Roraima que participaram da competição receberam na noite de ontem certificados das mãos do professor. Agora eles se preparam para o campeonato estadual de karatê, em Manaus no amazonas.
HienKan, formando lutadores de caráter - Em 25 anos de história, a academia, uma das mais antigas de Roraima, já formou muitos karatecas, que, inclusive se tornaram professores. É um esporte como outro qualquer, com uma diferença filosófica: trabalha a formação do carater da criança e do adolescente. Qualquer pessoa que tenha curiosidade de conhecer a modalidade, vale prestar atenção ao conselho do professor com 35 anos de experiência: "Qualquer pessoa que queira participar, por vir a academia, conferir os treinamentos, tirar duas dúvidas. Só dá pra conhecer profundamente o karater através da prática".
A escola Hien Kan de Karatê funciona na avenida Getulio Vargas, Nº7155, bairro São Vicente. Os treinos acontecem das 18h30 às 22h
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