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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Coluna RRock - 26 de setembro de 2013

Hey You...

Sabem o que me deixa mais motivada a ouvir rock? É a boa impressão que ele deixa na sociedade mesmo que a mídia discrimine. Os bons exemplos foram constatados e reconhecidos nos dias de "verdadeiro rock" no Rock n' Rio, como os próprio espectadores intitularam. Confusões mínimas, polícia sem muito trabalho e todos em uma missão: buscar um mundo melhor. Vamos compartilhar essa ideia?


Rock Society

Filipi Ioris, Jon Nelson (Motorcycle), João de Souza ( Motorcycle e Hábito Noturno) e Rui Palmeira (Hábito Noturno) tirando onda em frente a vista exuberante da Serra do Tepequem. 

Baixa...


Um dos maiores incentivadores da cena local, Kildo Albuquerque, deixou a diretoria geral do SESC na semana passada, o que levou muita gente, como eu, a questionar o futuro do tradicional Roraima SESC Fest Rock que em 2014 completa a 10ª edição. Para não sofrermos por antecipação, vamos aguardar os próximos capítulos.

Hard News

MotoFest leva Riffs Às alturas



 Motocicletas, clássicos do rock, diversão em família e integração entre cidades. Rolou de tudo na ultimo sábado, na Vila do Paiva, Tepequém, município de Amajarí, com a 3ª edição do MotoFest promovido pelo SESC em parceria com o Roraima Moto Clube.
No início o público estava tímido. Nem mesmo os integrantes do clube estavam presentes. Mesmo assim, a Bluts, comandada pela talentosa Day começou a noite  com um repertório bem variado, que ia da rainha Janis Joplin ao new metal do System of a Down. Foi o suficiente para atrair turistas e moradores ao redor que não se importaram nem um pouco com a música mais enérgica.

Quando muitos já estava concentrados no Escondidinho Bar, local do evento, entrou a banda Hábito Noturno com o especial ao Creedence Cleawater Revival e outros clássicos dos anos 60' e 70', fazendo até crianças entrarem na dança.
A noite ficou mesmo animada quando a banda Motorcycle subiu ao palco. Os tepequenses  não se intimidaram com os solos carregados e ficaram até o fim, curtindo e pedindo mais. Prova disso é Antonio Vieira, 74 anos, morador antigo da vila. Ele disse que foi a todas as edições do evento e afirmou  que o rock leva alegria aos moradores da serra. "Todas as vezes eu trago a minha família para ver as motos, as bandas. Eu gosto muito da música e da animação"







sábado, 21 de setembro de 2013

Coluna RRock - Ano 1 - Edição 02 - 21 de setembro de 2013.

Hey You...


Estou muito satisfeita com a receptividade dos rockers sobre a coluna. A primeira edição foi apreciada e aprovada. Também estou feliz pelas pessoas que estão se divertindo muito no Rock N' Rio. Mesmo sem TV por assinatura, acabo sabendo tudo o que rola nos shows por causa da internet, mas valeu a pena, quinta-feira foi inesquecível para os roraimenses.

Os queridinhos da fronteira...


O prestígio da banda Johnny Manero está em alta em Santa Helena de Uairén, na vizinha Venezuela. Hoje, eles se apresentam na cidade a convite de Israel Perera promotor de intercâmbios artísticos em parceria com o Coletivo Canoa Cultural, de Boa Vista. " A Johnny é uma das bandas de sucesso aqui na Venezuela e sempre  depois dos shows, deixam muitos comentários bons" afirma. Além deles, a Rebel Sectah, de Puerto Ordaz também agita a noite na Gran Savana.

Memory...

Arquivo Aroldo Pinheiro
A banda tinha como baterista pessoas influentes como o presidente CRM-RR dR. Wirlande da Luz

A primeira banda de rock registrada fotograficamente  em Boa Vista foi a The New Kings que logo depois seria eternizada por Golden Star. Um detalhe: foi também, a primeira banda roraimense a gravar um disco autoral.

Hard News
O roqueiro e sua flâmula sagaz...

Sebastian Bach com a bandeira de estimação de César

Ele é paulista, mas mora em Boa Vista há quase duas décadas. Lá,  conheceu o rock e o metal, aqui,  fincou raízes e participa ativamente da cena underground local. Falo de Cesar Matuza (baterista da Veludo Branco e Ditambah) que fez um grande capítulo em sua história de fã, após pisar,  ontem, junto com a esposa Marina, na Cidade do Rock para o primeiro dia dedicado aos headbangers.

Para os que assistiram atentos aos shows pela televisão, perceberam a bandeira de Roraima nas mãos de Sebastian Bach, ex-vocal do Skid Row. César foi o responsável por este feito, entregando em mãos a bandeira que o acompanha em shows importantes que inclusive está gravada com o nome "Iron Maiden" em homenagem ao show memorável que a banda britânica fez em 2009 no sambódromo de Manaus.

Mas vocês pensam que a participação de Cesar terminou por aí? Minutos depois após o ultimo show do quarto dia do festival ele disse em sua página do face que estava muito feliz porque ainda tirou foto com Edu Ardanuy (baixista Dr. Sin), pegou a baqueta do Ivan Busic (Dr.Sin) e  segurou na mão do lendário Rob Zombie enquanto ele se apoiava na grade. Esse sim, é sortudo e mostrou a quê foi ao Rock n' Rio.

A sensação não poderia ser outra: "O que fazer para o  domingo superar essa noite? Não sei. Dormirei morto de cansado, mas muito feliz".

Coluna RRock - Ano 1 - Edição 01/04 - 19/09/13

Hey You...


Preparei com muito carinho esta edição.  E o Rock N' Rio?? Algumas pessoas, como eu, ficaram meio decepcionadas com as atrações deste ano, mesmo assim, tem uma galera pronta para viajar rumo ao Rio. Agora, se você é um daqueles que não descolou a grana pro festival, poderá viajar para o Amajarí, lá também tem rock, e dos bons.




O rock N' Róla no Tepequém...

Para aqueles que não perdem a oportunidade de se aventurar, o SESC Roraima em parceria com o Roraima MotoClube promove pela terceira vez o TEPEQUÉM MOTO FEST,  que tem  movimentado os moradores da Vila do Paiva, município de Amajarí e turistas em busca de boa música. Este ano, o evento oferece as bandas  Bluts (covers de clássicos do rock), Hábito Noturno (especial Creedence Clearwater Revival) e Motorcycle (especial AC/DC). O evento acontece no dia 21/09 (sábado),  no Escondidinho Bar, a partir das 20h. A entrada é franca. Quem também manda um som diferenciado aos "tepequenianos" é a RegioJazz, com um repertório digno de New Orleans. O evento intitulado TEPEQUÉM JAZZ  acontece simultaneamente ao do SESC na pub inaugurada recentemente, a Platô 2112. 

Hard News

Foto: Pavani


Rock n' Family

O Rock n' Rio, que desde 1985 é a menina dos olhos da cena  rock nacional têm atraído milhões de fãs de todas as partes do país à cidade do rock, Rio de Janeiro.  o evento que termina no dia 22, está dividido em quatro ambientes que varia do teatro, dança, música eletrônica, rock tradicional e até o consagrado  Heavy Metal. 
Falando em metal, dois dias serão dedicados ao estilo: hoje, 19,  e domingo, 22 de setembro. Por este motivo,  várias pessoas de Boa Vista, que em sua maioria opta por um som mais pesado,  já embarcaram  rumo a cidade maravilhosa .
Pesquisando os viajantes de plantão encontrei uma família que não vê a hora de pisar na cidade do rock que este ano recebe pelo menos oito bandas internacionais e duas brazucas.  A mãe, Valéria Britez, advogada, 44 anos, tinha o sonho de levar os filhos, Matheus, 18, e Carlos, 23 (vocalista das bandas Carta Pedrada e Konvictus)  para o R.I.R e este ano, vai realizar.
"É a segunda edição que irei. Em 2011 levei o Matheus com um amigo de escola. Desta vez levarei meus dois filhos. Estou muito feliz por essa oportunidade ",  conta Valéria entusiasmada.
Na família, todos curtem rock e a mãezona acompanha os filhos em suas trajetórias undergrounds. Ir a um evento deste porte fora de Roraima é mais um motivo  para boas conversas sentados à mesa na hora do almoço. Para ambos os filhos a sensação é unânime: "é muito bom tê-la fazendo parte dos nossos planos"

Rock Society...

Foto: Layse Menezes

No ultimo sábado,14, Boa Vista  recebeu o cover brasileiro de Elton John, Rogério Martins, no Barbarous Steak House, cantando os clássicos do artista rock pop. Figurino e voz quase que idênticos ao original. Os fãs aprovaram.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

COLUNA RROCK - 1ª EDIÇÃO



Hey You...

Nada como um  fim de semana para começar  uma nova aventura. cá estou  com muitas novidades e uma pitada de nostalgia  para os  nossos roqueiros e metaleiros de plantão que desejam ficar antenados  no que acontece  na cena local e , porque não, mundo a fora.  Nos encontraremos em duas edições semanais: aos sábados e às quintas-feiras , sempre com conteúdo diferente pra vocês não enjoarem de mim. Vocês também poderão participar  dos nossos quadros.  É só enviar um e-mail que já ficaremos conectados. Por que o espaço é de vocês e está aberto  a todas as  vertentes. DIVIRTAM-SE!! Aproveito para parabenizar Filipi Ioris (baixista da Motorcycle) e a professora gata Gaby Abreu que logo mais trocam alianças.

Hard News
Carimbó carregado...

Um artista versátil, mente aberta,  amante da natureza . Falo de Ben Charles, roraimense com sua pegada rock n' roll  que lançou  no dia 04 de  setembro, junto com "Los de Os", banda que o acompanha,   seu sétimo cd com um nome que faz a gente  pensar: " Carimbó Electro Seco ou o amor e a esperança em tempos de aquecimento global". Seu ultimo Cd foi lançado virtualmente em 2008 e já foi escutado em diversas cidades do Brasil como Rio de Janeiro, Belém, Manaus e chegou ao outro lado do atlântico na terra da rainha Elisabeth. Conversei com Ben Charles, antes do show e o resultado da entrevista você acompanha agora.
RRock - Este é o sétimo trabalho, você já produziu em Roraima, morou em outros estados. Essas mudanças de ambientes facilitam a tua produção musical ou você se inspira simplesmente ao regionalismo amazônico?
Ben Charles - Sim, pratico minha antropofagia poética, filosófica e existencial o tempo todo e por onde eu passo. Tudo no mundo me influencia e é matéria prima para o meu trabalho. Mas, sou um curumim "macunaímico" acima de tudo e o mundo me mostrou essa identidade .
RRock -  Fazendo um comparativo entre os " Bens" 1980 e 2013, você faz mais rock n roll com MPB ou vice e versa?
Ben Charles - Comparando os "Bens", o dos anos oitenta só tocava rock e o de hoje está bem mais enriquecido de conteúdo literário e musical e hoje não consigo classificar minha música com um só estilo, rótulo ou uma palavra apenas.
 RRock - Também fazendo uma comparação do seu primeiro trabalho solo para o atual, houve um amadurecimento como artista? O que você absorveu e descartou ao longos desses anos de carreira?
Ben Charles - nesses 27 anos de carreira eu , como disse antes, devorei muita música partindo do rock e passando pela tropicália, o jazz, música tribal, música de terreiros, tambores amazônicos e caribenhos e hoje na trajetória das origens da música brasileira e mundial estou apaixonado pela música de vários lugares e etnias da África como Etiópia, Mali, Gana e Nigéria.

Memory...
A primeira banda de rock registrada fotograficamente  em Boa Vista foi a The New Kings que logo depois seria eternizada por Golden Stars. É, galera,  em meados de 1968 era assim mesmo, todos na beca. Tocavam nos bailinhos, influenciados por  The Beatles  e Jovem Guarda. Um detalhe: foi também, a primeira banda roraimense a gravar um disco autoral. \m/

Som Novo...
 O sexto trabalho da banda  norte-americana Avenged Sevenfold foi lançado no dia 27 de agosto e já vendeu mais de 2 milhões de cópias nos Estados Unidos e na Inglaterra  em uma semana. O trabalho intitulado "Hail To the king" ainda não chegou às lojas de Boa Vista, mas pela internet os preços variam de R$36  a R$99 ( edição de luxo). Garanto que você não vai se arrepender da aquisição. Mais informações podem ser obtidas pelo site oficial do fã clube brasileiro: http://home.avengedsevenfold.com.br/

O Rock n' Róla...
Como hoje é  feriado de sete de setembro,  a partir das 18h no pontão de cultura Boa Vista Digital ( ao lado da escola Ayrton Senna), rola a 7ª edição do Festival da Independência, este ano com muitas novidades: além das bandas (de rock, rap, batalhas de Bboys e repentistas), terá exibição de filmes, artes plásticas, fotografia e poesia. Mais informações em: canoapop.blogspot.com 

Tropical News - Merchandise NR veículos



Edição e Imagens: Roniere Barros.

90 SEGUNDOS TV TROPICAL 18 04 2012




Apresentação: Raniere Zoccoli
Reportagem: Layse Menezes
Edição: Anderson Lira

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

**** CARIMBÓ REGADO A ROCK***





*** Texto para o Layse'sHard

Um artista versátil, mente aberta, amante da natureza . Falo de Ben Charles, roraimense com sua pegada rock n' roll que lançou no dia 04 de setembro, junto com "Los de Os", banda que o acompanha, seu sétimo cd com um nome que faz a gente pensar: " Carimbó Electro Seco ou o amor e a esperança em tempos de aquecimento global". 

O novo cd de Ben, assim como os outros, exalta o regionalismo amazônico com tendências ligadas ao funk, MPB e jazz . A diferença desta vez , são estes ritmos ligados cosmicamente ao Carimbó em que a cada música ganha destaque com uma roupagem modernizada e envolvente. O novo ritmo deu latinidade ao trabalho do grupo.

Geralmente os trabalhos de Ben Charles surgem do que ele vê em seu cotidiano. Este não é diferente. sempre ligado às questões políticas e totalmente avesso ao descaso com o meio ambiente ele sempre busca dinamizar ritmos amazônicos ao seu gosto pelo rock sempre atrelado à sua guitarra e tendo como inspiração o Rio Branco.

Mesmo com uma bagagem extensa Brasil a fora, Ben diz que as mudanças de ambientes trazem novas idéias a cada projeto, só que a alma roraimeira prevalece. " Tudo no mundo me influencia e é matéria prima para o meu trabalho, mas, sou um curumim "macunaímico" acima de tudo e o mundo me mostrou essa identidade. Parece que quanto mais longe vou, mais "macunaímico universal" me torno". replica.

O cantor foi abertamente absorvido pelo público que prestigiou a banda no Teatro Jaber Xaud Sesc Mecejana na ultima quarta-feira, 04. Público este que sabia perfeitamente o quão completo Ben Charles se tornou.

EVENTO BUSCA ARRECADAR FUNDOS PARA AMPLIAR CASA DE TRATAMENTO DE DEPENDENTES QUIMICOS

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Educação Inclusiva: Professoras da Escola Ayrton Senna ganham prêmio desenvolvendo trabalho com adolescentes na sala multifuncional


Alexandre Lucas é um dos alunos atendidos na sala multifuncional
da  Escola Estadual Ayrton Senna da Silva
Incluir verdadeiramente o aluno especial dentro da escola, compartilhar experiências e acabar definitivamente com o preconceito. Estes são alguns dos objetivos que as professoras Gervânia Reis, Áland Emanuella Magalhães e Ângela Maria Souto buscam ao implantar o projeto“Atendimento Educacional Especializado, um novo conceito de educação inclusiva”.  Recentemente as docentes foram contempladas com um prêmio concedido pela Fundação Banco do Brasil e Revista Fórum por desenvolverem a inclusão dentro da Sala Multifuncional da escola para adolescentes deficientes.
Das três professoras, Gervânia foi a escolhida para representar o trio em Brasília para participar de um seminário sobre Tecnologias Sociais. O evento não se resumia as salas multifuncionais, porém, todas apresentavam propostas inclusivas, sejam meio ambiente, sustentabilidade ou outras dinâmicas."Houve um tempo para apresentação dos projetos. Nós fizemos uma ronda por região. Na região norte, cada professor teve no máximo 3 minutos para falar.  E eu vi que as escolas de Roraima fazem esses projetos de tecnologia social sem saber”, afirmou a professora alegando que na maioria das vezes os professores não se dão conta do quão importante são os projetos sociais para as escolas.
Gervânia e Ângela Maria trabalham com educação inclusiva há três anos e como o projeto nas salas multifuncionais são obrigatórios, elas desenvolveram uma técnica para ajudar o aluno no momento em que ele está dentro da sala de aula regular (no horário normal de aula).  “Algumas escolas tem o projeto engavetado, outras colocam na prática e outras sequer tem um projeto.  Mas o normal é que toda sala multifuncional desenvolva um trabalho diferenciado” explica a professora Ângela Maria.
A professora Aland Emannuella conta que mesmo com um projeto padrão  para serem desenvolvidos nestas salas, é necessário o contato direto entre o professor de ensino regular  e o professor da sala multifuncional, para haver um equilíbrio no ensino do aluno deficiente. “Existem casos de o projeto ser desenvolvido junto com a escola como é o caso do nosso. Intervenções diretas com os alunos com criação de mural,  exposição de trabalhos desenvolvidos por eles , por exemplo, enriquece o desenvolvimento do aluno” conclui. Ela lembra também que em 2012 alunos com altas habilidades foram descobertos através do trabalho desenvolvido por elas e acha importante intercepção da sala multifuncional nesse processo.
Os alunos atendidos na sala multifuncional  tem duas aulas semanais com uma hora cada uma, no horário oposto.  Lá realizam atividades com jogos de linguagem e números. O aluno incluso, desde a pré-escola, deve possuir o laudo médico, modificado gradativamente, conforme o desenvolvimento da criança até a fase adulta. Esta triagem é feita logo no ato da matrícula.
Quando existe o laudo médico, o atendimento ao aluno é mais fácil, pois no laudo está especificado o tipo de deficiência que ele tem.  Quando o laudo nunca foi solicitado ou entregue a escola,existe a investigação do professor, até ter a certeza da deficiência do aluno, o  que torna as aulas mais demoradas   e superficiais . Por isso, é importante o empenho dos pais em saber as necessidades do filho. No caso da Escola Estadual Ayrton Senna, sete alunos são atendidos pelo novo projeto, todos com laudo médico.“ Às vezes é muito difícil, os pais aceitarem a condição filho e acham o aluno tem resistência. Na fase da adolescência é muito pior. A negação de ser diferente existe e é maior do que no 6ª ao 9º ano (antiga 5ª e 8ª série), explica a professora Ângela Maria.
Alexandre Lucas Rocha Barroso, 17 anos, é um exemplo de que a inclusão é importante. Ele é deficiente auditivo congênito. Logo na infância foi alfabetizado na Escola de Áudio e Comunicação especializada mantida pelo governo à época, onde ficou até a 4ª série. O contato com a sala multifuncional foi feito já no ensino médio. “A sala multifuncional têm suprido as necessidades do meu filho dentro de sala de aula, na falta do professor intérprete, mas a sala multifuncional ajuda bastante” indaga José Alexandre Barroso, pai do adolescente.

Para o gestor da escola Ayrton Senna, Wildimar Azevedo Lima, a escola tem de estar preparada para receber estes alunos. “Os professores que atuam na sala multifuncional estão preparados, receberem capacitação, e o que eles trabalham servem para os demais professores. com estes critérios a inclusão social será concreta e verdadeira” enfatiza o gestor. 




o que é a sala multifuncional? É um espaço de aprendizado
, especialmente voltado para alunos com algum tipo de deficiência. Funciona basicamente no horário oposto ao da aula regular. A atividade é diferenciada de acordo com a necessidade do aluno. Mas os professores também realizam o contato direto na sala regular pois qualquer problema de comunicação do aluno incluso, a ponte entre ele e os demais componentes da sala é o professor auxiliar. A família é importante neste desenvolvimento, sempre integrando a vida escolar do filho.

Cordelista lança coleção que pode ajudar professores a aproximar jovens da leitura

O contado com a literatura começou durante a infância. Não sabia sequer ler e escrever. mas os versos estavam presentes na vida de Zanny Adairalba que recitava e inventava músicas rimadas que de vez em quando aborrecia as coleguinhas da escola. Assim, deu-se início a uma paixão avassaladora  pelas palavras que profissionalmente começou em 2004.

Ela encontrou na literatura de cordel  uma maneira de popularizar seu  trabalho ao aprendizado de crianças até adultos. "Quando meu menos esperei, estavam falando de mim em rádio, tv, como a cordelista.  Nós temos oito cordelistas no estado e também muitos fãs do cordel. onde você chega, escolas, faculdades e eventos culturais, todo mundo gosta muito do cordel. Eu uso como uma ferramenta para aproximar jovens da leitura, porque, como têm muita rima é musicada. Como é musicada é fácil de gravar. A literatura de cordel hoje, está na escola para passar com a maior facilidade a mensagem que o professor deseja" contou a escritora.

Zanny lançou dezesseis cordéis em uma coleção que valoriza a cultura de Roraima, com fatos históricos, personalidades do estado e a exaltação dos pontos turísticos de Boa Vista. "Os professores estão aderindo a literatura de cordel para exercer os trabalhos em sala de aula com mais objetivo.  Neste trabalho tem textos falando de fatos históricos,  tem um fascinante falando sobre o nascimento da cidade de Boa Vista, que o fiz propositalmente para chamar a atenção dos jovens e das crianças para o nosso patrimônio histórico que é o centro histórico da cidade.
Foto: Edgar Borges

Junto com outros amantes da leitura, fundou o coletivo Arteliteratura Caimbé que promove eventos envolvendo as artes integradas e a valorização da leitura. "É um trabalho maravilhoso. Porque a gente consegue trabalhar no que a gente gosta e contribuir de alguma forma para o desenvolvimento da educação".

Alunos de sete escolas de Boa Vista têm primeira aula pelo PRONATEC

O auditório da Universidade Estadual de Roraima (UERR) ficou lotada nesta terça-feira (23) por alunos dos 2º e 3ª séries do ensino médio  de sete escolas da rede estadual para uma aula diferente. Agora, eles fazem parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) e terão a oportunidade de se formar em nível técnico.

Inicialmente foram matriculados 525 estudantes, divididos em quatro núcleos que funcionarão nas escolas Ana Libória e  Mário David Andreazza (NÚCLEO 1); Escola Estadual Hélio Campos, Maria dos Prazeres Mota e Tancredo Neves( NÚCLEO 2); América Sarmento (NÚCLEO 3) e Escola Estadual Gonçalvez Dias (NÚCLEO 4) ofertando os cursos técnicos de enfermagem, análises clinicas, desenho e construção civil, informática em análise de sistema e edificações.

O PRONATEC é um programa do Governo Federal, no entanto, é administrado pelo Estado e possui diversos parceiros como o Sistema "S" (SENAC, SENAI, SEST SENAT, SENAR E SESC). Agora, foi firmado uma nova parceria com Institudo Federal de Roraima (IFRR), que vai realizar a parte mais importante da formação do aluno: a aula prática.
Foto: Layse Menezes
Equipes da Secretaria estadual de Educação e Instituto Federal de Roraima

A ideia é que os adolescentes tenham contato direto com a profissão que eles poderão escolher para o resto da vida. Adolescentes como Doralice, 16 anos, que escolheu o curso técnico de enfermagem e pretende ser médica quando terminar o curso técnico. "Eu escolhi o curso para aprender como é lidar com pessoas doentes, vivenciar situações de emergência, para saber se é realmente isso que quero para a minha vida toda. Sempre quis ser médica. Agora é a minha chance", disse a nova estudante.

Além das aulas em horário oposto, cada aluno receberá uma bolsa equivalente a R$2 hora/aula. É mais um incentivo para que os adolescentes, que mudam de ideia frequentemente, terminem o curso técnico com periodo de dois anos. As aulas dentro de sala de aula devem ter início na segunda semana de agosto.

Os novos rumos do ensino da música em Roraima


A música, dentre todos os sons é o mais valorizado. Melodia, harmonia e ritmo seguem linha reta e estão unidos, agradando todas as fases do ser humano.  Segundo o criacionismo, Lúcifer era o responsável pelo coral angelical no céu, até ser expulso de lá por Deus e divulgar a música, ao seu modo,  por toda a Terra. Já para os antropólogos, a música já era evidente na pré-história, onde os povos usavam paus e pedras para emitir sons rítmicos.

Mas é fato que a ascensão da música aconteceu na Ásia central e na África na idade antiga. A música estava presente em rituais, festas religiosas e até nas guerras.  O estilo conhecido e talvez o único à época  fosse o erudito. A partir daí,  um novo conceito musical começou. Martinho Lutero,Mozart, Choppin. Até sairmos da música clássica e aderirmos de uma vez ao popular.

No Brasil temos exemplos reconhecidos mundialmente como Ton Jobin e Vinícius de Morais e até artistas mais contemporâneos como Michel Teló e a banda de Thrash Metal, Sepultura. É notória a evolução da música, estilos surgindo, artistas ovacionados e a popularização de acordes. Com isso os pequenos detalhes, de como se tornar um músico de valor, com todas as honras,  estão perdidas na linha do tempo. Será?

O ensino da música é tradição em várias partes do mundo. Em Roraima não é diferente. A primeira instituição pública a ensinar o ofício da música foi a Escola de Música de Roraima (EMUR), que existe há 24 anos. Hoje comandada pela professora Dorly Guerra, a escola passou por períodos de mudanças, mas nunca deixando o tradicionalismo para trás. Ela  oferece desde o ensino básico até o técnico, para que o aluno, além de aprender a tocar  um instrumento, tenha embasamento teórico, para também,  posteriormente,  perpetuar o ensino a outras pessoas por meio do que aprendeu por longos anos.

Agora Roraima vai oferecer a Licenciatura de Música por duas instituições de ensino públicas: Universidade Federal de Roraima (UFRR) e a Universidade Virtual de Roraima (UNIVIRR).  Uma nova oportunidade para quem valoriza a música como estilo de vida e deseja repassar aos futuros músicos as canções de partituras.

Os cursos foram aprovados por comissões de educação, que estudaram a possibilidade de uma grande demanda na área de música. Fato este que animou as duas universidades. As pesquisas apontaram um grande interesse na população em lecionar música. Com isso, as duas instituições deram prioridade para a licenciatura do curso.

O Ministério da Educação (MEC) exige que todos os estados tenham licenciatura em algum tipo de arte. A UNIVIRR, sendo uma instituição estadual procurou se adequar às normas. A Universidade Virtual trabalha com ensino à distância e semipresencial. Contudo, conseguiu uma parceria com a Universidade de Brasília (UNB) para que trouxessem a faculdade de Artes e a de Música. “O estado vem se desenvolvendo, a Escola de Música é uma referência, só que não existe ainda habilitação de nível superior para os profissionais desta área”, ressalta o reitor da UNIVIRR, Notato Mesquita.


A licenciatura ofertada pela Universidade Virtual será semipresencial, ou seja, haverão aulas práticas presenciais com os professores da UNB. Foi fechada uma parceria com a Secretaria de Educação e Desportos (SEED) que cederá salas da EMUR, para realizarem as aulas, que acontecerão aos finais de semana. As provas acontecerão no dia 11 de agosto.

Já na UFRR, o curso de música foi o ultimo a ser implantado por meio do programa "Reúne de Expansão das Universidades Federais". Fatores como dados do EducaSenso e  o questionário socioeconômico da Comissão Permanente de Vestibular (CPV) da universidade, foram importantes para a adesão do curso. Após este estudo, uma comissão de criação foi formada e então aprovaram a licenciatura, de acordo com o Pró-Reitor de Extensão e Graduação Fábio Luiz Wanckler.



Foto: Layse Menezes
O REFÚGIO DA MÚSICA NA UFRR
O curso na Universidade Federal será vinculado ao Centro de Comunicação, Ciências, Letras e Artes da Instituição. Por enquanto, duas salas com isolamento acústico estão preparadas para receber os alunos, porém, um projeto para que construam um espaço físico próprio,  já está em andamento. “Nesse sentido, a gente já está preparando uma estrutura que irá atender  a esses primeiros alunos com um ensino de qualidade”, afirmou o pró- reitor. O início das aulas está previsto para outubro.



A graduação de Música aos olhos de uma professora


Arquivo Eunice MontanaroEunice Montanari é professora de piano na Escola de Música de Roraima. Estudou durante 11 anos na escola e hoje compartilha todo o seu aprendizado aos novos músicos. Ela se orgulha por Roraima oferecer aulas de música gratuitamente, mas que a instituição precisa de apoio para conservar os instrumentos para que não se danifiquem e percam o som original. Ela concorda com a graduação de música, porém, acredita que o curso chegou com atraso. “muitos alunos que estudaram na escola foram morar em outros estados porque aqui não tinha esse curso. Vale ressaltar ainda,  que o curso oferecido pelas instituições é de Educação Musical, com o objetivo de habilitar os professores de música que atuam nas salas de aula ministrando “artes”. Ou seja, ainda teremos nossos jovens saindo daqui para estudar música fora do estado, pois eles querem ser músicos práticos com suas habilitações em instrumentos”, opinou a professora. Porem,  para os professores que atuam ministrando a disciplina de artes e aqueles músicos de formação livre terão a oportunidade de se graduarem agora. "Que seja bem vinda a graduação de Educação musical e que venham outros cursos para os que desejam ter habilitação instrumental”, completa Eunice.

Alunos da Escola Hien Kan de karatê se destacam em campeonato nacional

Nicola, Yuri e Rogério  Três atletas de karatê que fizeram bonito no campeonato brasileiro que aconteceu de 1º a 4 deste mês  em Fortaleza, Ceará.

Mesmo com dificuldades,  como o alto custo   com as despesas,   que resultou na desistência de 17 atletas, sete conseguiram embarcar para a capital cearense.  No total,  sete medalhas foram conquistadas em três competições que englobam o campeonato.

Foto: Layse Menezes
Nicola Buckley, vice campeão brasileiro entre atletas de 14-15 anos
recebendo certificado de participação
No brasileiro de karatê, Nicola Buckley foi vice-campeão na categoria cadete e a medalha de bronze ficou com Yuri silva. No campeonato brasileiro universitário, Yuri conseguiu duas medalhas de prata e outra medalha ficou com Rogério Uchôa. Já no terceiro e ultimo, o brasileiro de estilos, Yuri e Rogério conquistaram duas medalhas de bronze.

Oberlan jones, presidente da Federação Roraimense de Karatê participou como arbítrio juntamente com dois professores da academia em que atua. Ele avaliou como positiva a  participação da delegação de Roraima no campeonato. "Competir com os melhores atletas é o sonho de todo lutador, além de dar uma grande motivação na preparação para futuros eventos" destaca o sensei, que mesmo julgando  algumas lutas, não participou de nenhuma em que seus alunos estiveram.

Outros atletas de Roraima que participaram da competição receberam na noite de ontem certificados das mãos do professor. Agora eles se preparam para o campeonato estadual de karatê, em Manaus no amazonas.




HienKan, formando lutadores de caráter - Em 25 anos de história, a academia, uma das mais antigas de Roraima, já formou muitos karatecas, que, inclusive se tornaram professores. É um esporte como outro qualquer, com uma diferença filosófica: trabalha a formação do carater da criança e do adolescente. Qualquer pessoa que tenha curiosidade de conhecer a modalidade, vale prestar atenção ao conselho do professor com 35 anos de experiência: "Qualquer pessoa que queira participar, por vir a academia, conferir os treinamentos, tirar  duas dúvidas. Só dá pra conhecer profundamente o karater através da prática".

A escola Hien Kan de Karatê funciona na avenida Getulio Vargas, Nº7155, bairro São Vicente. Os treinos  acontecem  das 18h30 às 22h

Mais de 1800 pessoas têm direitos eleitorais suspensos em Roraima